Polícia divulga foto de suspeito procurado por vandalizar estátua de Iemanjá em Teresina
Dia de Iemanjá: imagem é danificada em Teresina; polícia investiga O homem suspeito de quebrar o vidro e danificar a mão da estátua de Iemanjá, na Avenida...
Dia de Iemanjá: imagem é danificada em Teresina; polícia investiga O homem suspeito de quebrar o vidro e danificar a mão da estátua de Iemanjá, na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, teve a foto divulgada pela polícia. O nome dele ainda não foi revelado. A foto foi publicada em uma rede social pelo delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Policiais da Polícia Civil do Piauí. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Ao lado da imagem, o delegado incluiu o número de telefone para receber qualquer informação sobre o responsável pelo vandalismo: (86) 99991-0455. O ataque foi feito no domingo (1º), na véspera do Dia de Iemanjá, comemorado pelas religiões de matriz africana na segunda-feira (2). O caso é investigado como crime de inteligência religiosa pela Delegacia de Proteção aos Direitos Humanos da Polícia Civil. As câmeras do sistema de videomonitoramento SPIA foram utilizadas para ajudar a identificar o suspeito. "Ainda no final de semana, nós realizamos as primeiras providências, como solicitação de perícia, registro de boletim de ocorrência e localização de imagens. Vamos tentar localizar todas as imagens que possam ter capturado esse fato e chegar até a autoria", disse a delegada Bruna Verena. Ataques repetidos Esse não foi o primeiro registro de violência contra a escultura. Em junho de 2024, o aquário que protege a estátua foi parcialmente destruído a pedradas durante a madrugada. À época, os Povos de Terreiro do Piauí denunciaram o caso à Polícia Civil e afirmaram que o ataque atingia diretamente a liberdade religiosa e a dignidade das comunidades tradicionais. Antes da instalação da imagem atual, a antiga escultura de Iemanjá, que era inspirada em Nossa Senhora dos Navegantes, também foi alvo de repetidos atos de vandalismo. A inauguração da nova estátua, em abril de 2024, marcou a primeira vez em que Iemanjá passou a ser representada no Piauí com feições de mulher preta, em referência às origens africanas do orixá. Pouco após a instalação, a escultura passou a sofrer ataques racistas nas redes sociais, levando lideranças religiosas a denunciarem dezenas de perfis à Delegacia de Proteção aos Direitos Humanos. Como denunciar Casos de intolerância religiosa podem ser denunciados à Polícia Civil, por meio do registro de boletim de ocorrência, ou diretamente à DPDH. No Piauí, é possível fazer denúncias anônimas e pelo WhatsApp com o BO Fácil, através do número 0800 086 0190. Também é possível acionar o Disque 100, canal do governo federal para denúncias de violações de direitos humanos, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e anônima. O crime de intolerância religiosa prevê pena de 2 a 5 anos de prisão e multa para quem impedir ou empregar violência contra manifestações ou práticas religiosas. A pena pode ser aumentada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas. Polícia divulga foto de suspeito procurado por vandalizar estátua de Iemanjá em Teresina Montagem/g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/02/03/foto-suspeito-iemanja.ghtml